O que é Whey Protein ??
As proteínas do soro do leite, também conhecidas como whey
protein, são extraídas durante o processo de fabricação
do queijo. Possuem alto valor nutricional, contendo alto teor de aminoácidos
essenciais, especialmente os de cadeia ramificada. Também apresentam alto teor
de cálcio e de peptídeos bioativos do soro. Pesquisas recentes demonstram sua
grande aplicabilidade no esporte, com possíveis efeitos sobre a síntese
protéica muscular esquelética, redução da gordura corporal, assim como na
modulação da adiposidade, e melhora do desempenho físico. Estudos envolvendo a
análise de seus compostos bioativos evidenciam benefícios para a saúde humana.
Entre esses possíveis benefícios destacam-se seus efeitos hipotensivo,
antioxidante e hipocolesterolêmico.
As proteínas solúveis do soro do leite apresentam um
excelente perfil de aminoácidos, caracterizando-as como proteínas de alto valor
biológico. Possuem peptídeos bioativos do soro, que conferem a essas proteínas
diferentes propriedades funcionais. Os aminoácidos essenciais, com destaque
para os de cadeia ramificada, favorecem o anabolismo, assim como a redução do
catabolismo protéico, favorecendo o ganho de força muscular e reduzindo a perda
de massa muscular durante a perda de peso. O alto teor de cálcio favorece a
redução da gordura corporal, por mecanismo associado ao hormônio 1,25 (OH)2D.
Melhoram, também, o desempenho muscular, por elevarem as concentrações de
glutationa, diminuindo, assim, a ação dos agentes oxidantes nos músculos
esqueléticos. Exercem papel importante na saúde humana, como, por exemplo, no
controle da pressão sanguínea e como agente redutor do risco cardíaco.
Existem 3 tipos de whey protein disponíveis, são estes:
-
Whey Protein Concentrado: É
a forma mais tradicional de Whey Protein. Geralmente tem, mesmo que pequena, a
presença de carboidratos e mantem maior integridade dos nutrientes presentes
naturalmente na proteína do soro do leite. É rica em aminoácidos essenciais e
BCAAs (ácidos graxos de cadeia ramificada). Possui alguma % de gordura em sua
composição e não é uma boa opção para os intolerante a lactose. É o Whey mais
barato do mercado.
-
Whey Protein Isolado: É
a forma mais pura encontrada no mercado. Não contém carboidrato nem
gordura, contém maior quantidade de proteína por dose, quando comparado ao Whey
Protein concentrado. Rico em aminoácidos essenciais e não essenciais, além das
vitaminas e minerais presentes no leite. Ótima escolha para quem é intolerante
à lactose pois possui menos de 1% de lactose
-
Whey Protein Hidrolisado: É
o whey com a maior velocidade de absorção entre todas as opções. Isto porque
seus aminoácidos vem em cadeias que são quebradas com maior facilidade. Alguns
estudos mostram que o Whey Protein Hidrolisado melhora a absorção e uso dos
carboidratos ingeridos juntamente com ele. É livre de carboidratos e
gorduras.
Fonte: Rev. Nutr. vol.19 no.4 Campinas July/Aug. 2006
Fonte: Rev. Nutr. vol.19 no.4 Campinas July/Aug. 2006
Ganho de Massa Magra: Estratégia Nutricional.
É bem documentado na literatura que a hipertrofia muscular ocorre
apenas a partir do saldo de síntese de proteínas, ou seja, quando a síntese
protéica muscular excede a degradação protéica muscular (Rennie, Tipton, 2000).
É notório que o exercício, especialmente o exercício de força, tem profundo
efeito sobre o metabolismo protéico muscular, freqüentemente resultando em
crescimento muscular. Agudamente, o exercício de força pode resultar em melhora
do balanço protéico muscular (síntese - degradação); porém, na ausência da
ingestão de alimentos, o balanço ainda permanece negativo.
Portanto, os efeitos
interativos entre o exercício de força e as diferentes estratégias nutricionais
devem ser considerados no estudo do metabolismo protéico muscular. Nesse
contexto, verifica-se que a ingestão de aminoácidos isoladamente aumenta a taxa
de síntese protéica muscular. Contudo, o mais potente iniciador dessa síntese é
a combinação de exercício de força com aumento da disponibilidade de
aminoácidos (Tipton, Wolfe, 2004).
A ingestão de uma mistura de
aminoácidos ou de um hidrolisado de proteínas após uma sessão de exercício de
força estimula a taxa de síntese proteica em músculo humano e promove balanço proteico
muscular positivo. Diferentes teorias tentam explicar a ocorrência desse
efeito, como o aumento da disponibilidade de aminoácidos promovendo o aumento
do transporte dos mesmos para dentro da célula muscular, o que estimula a
síntese protéica (Tipton et al., 2004). Outra possibilidade é que esse efeito
decorre de um grupo de aminoácidos, como os BCAA, ou
de um único aminoácido, como a leucina.
Segue um texto bem explicativo do nutricionista Rodolfo
Peres (2013)
Um
grande número de potenciais fatores pode influenciar as alterações induzidas
pelo exercício sobre o metabolismo protéico muscular, incluindo tipo,
intensidade, freqüência e duração do exercício, fatores hormonais, duração do
período de recuperação pós-exercício de força e ingestão dietética. A ausência
de uma ingestão alimentar adequada mantém a síntese protéica negativa, mesmo
com a presença do exercício de força.
Estima-se que em torno de 60-70% do sucesso
em um programa de treinamento dependa da alimentação.
Portanto, este artigo
apresenta várias estratégias nutricionais que não podem ser negligenciadas
quando se tem por objetivo o aumento da massa muscular. São estratégias
fundamentadas em anos de experiência atuando com bodybuilders de alto nível. Os adeptos deste
esporte são ótimos parâmetros, pois buscam a condição máxima de apresentação
física em simetria, densidade, volume e definição muscular. Eles estão para o
nosso trabalho com indivíduos frequentadores de academia não atletas, como a
Fórmula 1 está para a indústria automobilística. Ou seja, podemos utilizar as
mesmas estratégias/princípios, logicamente com as devidas proporções.
1. Estabeleça
objetivos factíveis! Primeiramente
deve-se ter ampla consciência que sem o uso de drogas anabólicas nocivas à
saúde, é praticamente impossível um ganho em massa isenta de gordura superior a
dois quilos em um mês. Vale mencionar também que conforme o indivíduo torna-se cada
vez mais adaptado ao treinamento, a evolução torna-se mais lenta.
2. Atenção
com sua ingestão calórica! Um dos
erros mais comuns é ingerir a mesma quantidade ou até menos calorias do que se
gasta, ficando com um déficit energético considerável. Essa prática certamente
impedirá o processo de hipertrofia. Não se esqueça que a capacidade do músculo
de formar novas proteínas musculares depende não só da oferta de aminoácidos da
dieta, mas também da ingestão energética. O equilíbrio energético positivo é importante
na resposta imunológica e na liberação hormonal. Para proporcionar um adequado
ganho de massa muscular, deve-se ingerir em torno de 500 calorias acima do
gasto energético por dia. Ou seja, se o indivíduo possui um gasto energético de
3000 calorias/dia, necessita ingerir pelo menos em torno de 3500 calorias para
obter um processo anabólico. Existem alguns indivíduos/atletas que utilizam uma
ingestão calórica bem mais elevada. No entanto, o risco de ocorrer um
indesejável acúmulo de gordura corporal é grande.
3. Procure
crescer sempre com qualidade! Nas
décadas de 1980 e 1990, era comum indivíduos que buscavam o ganho de massa
muscular preocuparem-se em aumentar muito o peso corporal, ingerindo uma enorme
quantidade de calorias. Essa prática provocava um aumento muito grande no
tecido adiposo. Após atingir o peso desejado, iniciava-se o processo de perda
de gordura. Porém, com o passar do tempo, observou-se que essa não era a forma
mais inteligente, pois, na fase de definição, boa parte da massa muscular
conquistada com árduo sacrifício, era rapidamente perdida. Antes de começar
qualquer trabalho, para os mais gordinhos, recomenda-se diminuir o excesso de
gordura corporal antes de se iniciar um processo para aumento de massa
muscular. Nesse período, o indivíduo deve preocupar-se não somente com o aumento
da massa magra, mas também em evitar o acúmulo de tecido gorduroso, para
garantir uma fase de definição mais curta e menos árdua. Quanto menor e menos
intenso for o período de definição muscular, menores as chances de perda de
massa magra.
4. Faça um
fracionamento correto das refeições! Sabe-se
que a alimentação causa um substancial aumento na síntese protéica e uma
pequena inibição na degradação, o que resulta em um acréscimo de proteína
muscular. Todavia, a resposta anabólica da alimentação é transitória, e dentro
de algumas horas após o término da refeição, ou após um período de jejum, há a
reversão desses dois processos (degradação > síntese). Desse modo, o ideal
seria manter uma média entre cinco e sete refeições diárias, alimentando-se a
cada 2,5 – 3 horas, visando garantir um contínuo estado anabólico.
5. Mantenha
a ingestão de proteínas adequada em todas as refeições! O
músculo esquelético possui em torno de 50% da proteína corporal total. Seus
dois componentes dominantes são a água e a proteína, na razão de
aproximadamente 4:1. A proteína corporal está em constante reciclagem , com síntese de novas proteínas
e degradação de antigas proteínas. As mudanças que ocorrem na massa muscular
refletem alterações nas taxas de síntese e degradação protéica corporal. Quando
há maior disponibilidade de aminoácidos livres, ocorre ativação das taxas de
síntese protéica. Porém, à medida que essa disponibilidade cai, o organismo
passa a usar as proteínas estruturais, ativando as taxas de degradação
protéica. A quantidade protéica necessária para o indivíduo que treina com alto
volume e/ou intensidade deve ser oferecida durante todo o dia, devendo ser
distribuída em todas as refeições. Essas proteínas devem oferecer, sobretudo,
aminoácidos essenciais (proteínas de alto valor biológico) para que sejam
utilizadas no crescimento muscular. Alimentos como aves, carne bovina magra,
peixes, lacticínios desprovidos de gordura e ovos devem fazer parte de todas as
refeições diárias. Quando houver impossibilidade da utilização de um desses
alimentos, seja por dificuldade de transporte e/ou falta de tempo, recorrer a
suplementos protéicos pode ser uma boa medida. Isso não significa que a
hipertrofia muscular somente será obtida com a ingestão de uma quantidade
exacerbada de proteínas. Recomenda-se em torno de dois gramas de proteína para
cada quilo de peso corporal. Um indivíduo com 90 kg deveria ingerir em torno de
180 gramas de proteínas ao dia. Esta quantidade seria suficiente para aqueles
indivíduos mais prudentes/inteligentes que ficam distantes de qualquer droga
anabólica. Sem dúvida, o uso dessas drogas otimiza muito a síntese protéica,
tornando necessária uma ingestão protéica bem mais elevada.
6. Tenha
um bom equilíbrio de todos os nutrientes! Muitos
indivíduos ainda preocupam-se somente com a ingestão protéica, esquecendo da
importância dos outros nutrientes. A dieta deve conter quantidades adequadas de
proteínas, carboidratos e lipídios, variando de acordo com características
individuais e fase do treinamento. Outro grande erro é negligenciar a ingestão
de micronutrientes (vitaminas e sais minerais). A deficiência de uma vitamina
ou de um sal mineral na dieta pode interferir diretamente no ganho de massa
muscular, mesmo que a dieta contenha quantidades adequadas de macronutrientes.
Portanto, nunca deixe de lado as frutas, verduras e legumes.
7. Se
alimente corretamente também nos dias de descanso! Muitas
pessoas ainda acham que a dieta deve ser seguida adequadamente somente nos dias
em que houver treinamento com pesos. No entanto, não se deve esquecer que a
degradação protéica dos grupamentos musculares solicitados durante o exercício
de força permanece elevada por até 24 horas, e a síntese protéica muscular
permanece acima dos valores basais em média por até 24-36 horas. Ou seja, mesmo
nos dias com ausência de treinamento (descanso), ocorre a hipertrofia muscular.
O ideal é escolher somente um dia da semana, normalmente aos domingos, para
comer o que quiser e gostar (logicamente sem grandes exageros). Nos outros seis
dias da semana, a dieta deveria estar o mais próximo do ideal possível.
8. Administre
a quantidade e o tipo corretos de carboidratos! Tenha
em mente que existem diferentes tipos de carboidratos, a principal fonte de
calorias no organismo. Eles podem ser simples e complexos. Quanto mais
complexos, mais demoradamente eles “queimam” e mais eficiente e sustentada será
a liberação de energia. Já os carboidratos simples liberam energia rapidamente.
Os carboidratos complexos existem em cereais, tubérculos, massas e pães. Já os
carboidratos simples estão presentes em frutas e no açúcar de mesa. No entanto,
deve-se também considerar sempre o índice glicêmico desses alimentos. Esse
índice reflete o impacto que determinado tipo de carboidrato exerce sobre a
glicose sangüínea. Salvo na refeição imediatamente após o treinamento, deve-se
preferir sempre carboidratos de baixo índice glicêmico. Batata-doce, cará,
inhame, pão integral, arroz integral, macarrão integral e aveia, por exemplo,
são boas opções. Tanto o excesso, quanto a ausência de carboidratos na dieta,
trariam conseqüências indesejáveis. A primeira situação proporcionaria um
indesejável acúmulo de gordura e a segunda atrapalharia consideravelmente o
ganho de massa magra, além de não ser condizente com a saúde.
9. Ingira
a quantidade correta de gorduras! Ao
contrário do que muitas pessoas ainda pensam, em função da má publicidade, a
gordura é um macronutriente essencial em nossa dieta. Uma alimentação
deficiente em gorduras não é condizente com uma boa saúde, pois elas auxiliam
no processo digestivo, transporte de vitaminas lipossolúveis, compõem a
estrutura de todas as membranas celulares e ainda são precursores de diversos
hormônios. E ainda, diversos estudos comprovam que a ingestão
adequada/suplementação de ômega 3 otimiza a hipertrofia muscular. É
interessante manter um aporte lipídico entre 15 e 25% das calorias provenientes
de toda dieta. Apenas em torno de 1/3 destas deveriam provir de gorduras
saturadas, sendo que os 2/3 resultantes deveriam provir de gorduras
monoinsaturadas e de gorduras poliinsaturadas.
10. Não se
esqueça das fibras alimentares! Fibra
alimentar é o termo geral para designar os diversos polissacarídeos de
carboidratos encontrados nas paredes das células vegetais. Por serem
resistentes a enzimas digestivas, eles deixam resíduos no trato digestório. As
fibras alimentares são encontradas em duas formas básicas: solúveis e insolúveis
em água. As fibras solúveis incluem gomas e pectinas, enquanto as fibras
insolúveis são: celulose, hemicelulose e lignina. As fibras insolúveis
atravessam todo o trato gastrintestinal sem serem metabolizadas, mas as fibras
solúveis podem ser metabolizadas no intestino grosso. Dietas ricas em fibras
parecem evitar doenças como câncer de cólon e hemorróidas. Os alimentos à base
de trigo e verduras são boas fontes de fibra insolúvel, enquanto aveia,
leguminosas, legumes e frutas são excelentes fontes de fibras solúveis.
Recomenda-se uma ingestão entre 20 e 30 gramas de fibras diariamente.
11. Esteja
sempre bem hidratado! A água
representa entre 60 e 70% do peso corporal do homem, portanto, é um nutriente
de fundamental importância para a vida. Deve-se manter uma ótima ingestão de
água durante todo o dia, e não apenas durante a atividade física. A quantidade
recomendada depende de fatores individuais e a ingestão deve ser a mais
fracionada possível, já que a sede não é um bom indicador de hidratação. Normalmente,
quando sentimos sede, significa que nosso organismo está apresentando uma
redução em torno de 2% de seus líquidos corporais. Lembramos que a água é o
melhor e mais importante diurético existente! Um ótimo aporte hídrico é
fundamental para a hipertrofia muscular, além de manter sua saúde.
12. Não se
esqueça dos antioxidantes! Com
objetivo de prevenir o estresse oxidativo, o organismo apresenta um grande
número de antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos, que previnem a formação
das espécies reativas de oxigênio ou são capazes de eliminar tais substâncias . Estudos demonstram que o
trabalho muscular intenso gera maiores quantidades de radicais livres de
oxigênio, os quais, se não forem devidamente neutralizados, podem iniciar um
processo deletério nas células e tecidos, chamado estresse oxidativo. Este pode
levar à destruição de lipídios, proteínas e ácidos nucléicos, causando
diminuição da performance física, fadiga, estresse muscular e overtraining . Algumas pesquisas indicam que
a quantidade fisiológica de antioxidantes pode não ser suficiente para prevenir
o estresse oxidativo induzido pelo exercício e que antioxidantes adicionais
podem ser necessários para reduzir o estresse oxidativo, o dano muscular e o
processo inflamatório. Aqui, podemos destacar a vitamina C e a vitamina E. A
administração de antioxidantes, como as vitaminas C e E, podem reduzir a lesão
oxidativa causada pelo exercício. O ótimo desenvolvimento muscular não pode ser
acompanhado de um estresse oxidativo acentuado, pois criaria situações adversas
para o metabolismo celular. Conseqüentemente, cresce a importância da
suplementação antioxidante – desde que bem orientada – no sentido de manter
íntegras as membranas celulares durante o exercício.
13. Inclua
alimentos funcionais em sua dieta! Atualmente,
muito se pesquisa sobre alimentos funcionais, ou seja, aqueles que possuem
elementos benéficos à saúde, à capacidade física e ao estado mental, além dos
nutrientes básicos de uma alimentação saudável. Podemos citar: vinho tinto, chá
verde, molho natural de tomate, alho, oleaginosas, cebola, temperos naturais
(manjericão, alecrim, orégano), linhaça e cereais integrais.
14. Alimente-se
antes do treinamento! É
conveniente realizar uma refeição sólida em torno de 60 a 90 minutos antes do
treinamento. Este período é bem variável, pois enquanto algumas pessoas podem
apresentar um ótimo rendimento realizando uma alimentação sólida apenas 30
minutos antes do exercício, para outras essa prática pode ser desastrosa.
Portanto, a individualidade sempre deverá ser respeitada. Essa refeição deveria
conter uma quantidade adequada de carboidratos complexos e proteínas, além de
ser reduzida em fibras, frutose e gorduras. Nesse momento, uma refeição com a
quantidade adequada de carboidratos aumenta de forma significativa o conteúdo
de glicogênio nos músculos e no fígado, constituindo um importante fator para
melhorar o desempenho.
15. Alimente-se
depois do treinamento! Imediatamente
após o treinamento, é interessante realizar uma refeição o quanto antes, para
auxiliar no processo de recuperação e evitar o catabolismo. Essa prática
promoverá melhor perfil hormonal anabólico, diminuição da degradação protéica
miofibrilar e rápida ressíntese de glicogênio. A fim de garantir maior
praticidade, o uso de suplementos, nesse caso, é bem interessante, pois além da
dificuldade de transporte, observa-se em treinamentos mais intensos, o que é
conhecido como anorexia pós-esforço, dificultando o processo alimentar. Após um
período de no máximo 60 minutos, é interessante realizar uma refeição contendo
uma boa quantidade de proteínas de alto valor biológico, carboidratos
complexos, e restrita ao máximo em gorduras. Nesse momento, os níveis
sangüíneos do hormônio anabólico insulina encontram-se elevados, o que propicia
uma ótima absorção dos nutrientes ingeridos.
16. Escolha
a melhor suplementação alimentar! Deixemos
bem claro que a suplementação alimentar depende exclusivamente da alimentação
do indivíduo. Não é possível realizar a prescrição de um suplemento sem antes
ter sido realizada uma análise minuciosa sobre a dieta, necessidades
nutricionais, treinamento, dados antropométricos, etc. Infelizmente observamos
que a maior parte dos suplementos são indicados ao “pé do ouvido”, sem o devido
controle sobre esses fatores. E mais: normalmente quem faz a prescrição é o
próprio dono da loja de suplementos ou algum amigo de academia. É impossível
fazermos um ranking dos melhores suplementos alimentares, pois o que pode ser
fundamental para alguém, pode ser totalmente desnecessário para outro. Por
exemplo, uma pessoa que não possui a menor possibilidade de realizar as refeições
intermediárias devido ao montante de trabalho se beneficiaria muito com uma
refeição líquida. Já para outra pessoa que possui uma rotina diária tranqüila,
o uso de refeições líquidas é desnecessário. No entanto, dois momentos
peculiares em que a suplementação realmente é muito interessante para todos
aqueles que visam uma hipertrofia muscular (exceto iniciantes), seria antes e
após o treinamento. O uso de maltodextrina acompanhado de uma pequena
quantidade de whey protein proporcionaria um melhor rendimento
associado a um aumento na síntese protéica. Para aqueles indivíduos com um
nível mais avançado, devido à alta intensidade do treinamento, além de
maltodextrina e whey protein , o uso de BCAAs e glutamina
parece ser interessante. Ainda para os indivíduos em nível avançado, a inclusão
de outros suplementos, tais como o HMB em determinados períodos também pode ser
útil. Já imediatamente após o treinamento, recomenda-se o uso de um shake contendo proteínas de rápida
absorção (whey protein ), além de uma mistura de
carboidratos com alto índice glicêmico (dextrose e maltodextrina). Esses
valores são variáveis de acordo com cada indivíduo, mas como parâmetro, em
torno de 1 grama de carboidratos por kg de peso corporal (50% maltodextrina e
50% dextrose) e 0,5 gramas de proteínas hidrolisadas por kg de peso corporal
parece ser o suficiente para garantir uma ótima ressíntese de glicogênio, uma
excelente liberação do hormônio anabólico insulina, otimizar a síntese protéica
e interromper a proteólise. Em nível avançado, pode-se ainda enriquecer essa
solução com BCAAs, glutamina e HMB, dependendo de sua disponibilidade
financeira.
CONCLUSÃO
A pergunta mais comum entre os praticantes de musculação é: qual
o segredo para aumentar a massa muscular? A resposta é uma só: conhecimento!
Este artigo teve por objetivo colocá-lo no caminho, pois o processo do
conhecimento é uma jornada sem fim. Por isso, que a cada dia aqueles que se
engajam em um processo sério de treinamento adquirem corpos cada vez mais
perfeitos e os bodybuilders estão cada vez maiores e mais
definidos. Procure estar sempre atento e cuidado para não absorver informações
sem fundamento. Sempre procure a orientação de um profissional especializado.
Referências:
- RENNIE, M.J.; TIPTON, K.D. Protein and amino acid metabolism during and after exercise and the effects of nutrition. Annu. Rev. Nutr., v.20, p.457-483, 2000.
- Rodolfo Anthero de Noronha Peres(2013) – CRN8-2427
- Rogero MM, Tirapegui J. Aspectos atuais sobre aminoácidos de cadeia ramificada e exercício físico. Rev. Bras. Cienc. Farm. 2008;44(4):563-575.
- TIPTON. K.D.; WOLFE, R.R. Protein and amino acids for athletes. J. Sports Sci., v.22, n.1, p.65-79, 2004.


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